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4 provas de que esse Carnaval foi das mulheres

foto destaque: Bloco Pagu – Marcos Bacon via Hypeness

Olá aventureiras!

O Carnaval já passou, tem glitter até dentro do estômago e nós já estamos de volta às atividades. Você é daquelas que tem energia pra todos os dias de folia? Ou fugiu pras montanhas no feriadão? Na verdade, não importa: VAMOS celebrar juntas essas quatro vitórias que fizeram esse Carnaval ser das mulheres!

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1. CARNAVAL 2019 FOI O PRIMEIRO EM QUE IMPORTUNAÇÃO SEXUAL FOI CONSIDERADO CRIME

A lei foi sancionada em setembro do ano passado e abrange importunações sexuais em vários ambientes [transporte público, por exemplo], mas, segundo o Senado, o Carnaval foi um grande teste da medida que pode gerar de 1 a 5 anos de prisão. Conheça mais sobre a lei e importunação sexual no site da Think Olga.

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2. MARCAS, PREFEITURAS E MOVIMENTOS UNIDAS CONTRA ASSÉDIO PELO PAÍS

Nesse ano, a luta contra o assédio foi um grande destaque da folia. Além da lei de importunação sexual, marcas, prefeituras, blocos, movimentos etc se uniram e deram show de acolhimento às mulheres.

Conheça as ações pelo Brasil: campanha masculina “Não forço a barra” em Belo Horizonte, apito contra assédio em Brasília [em Minas também], manual de Como não ser um babaca no Carnaval em Recife, caixa Abra/Não Abra em banheiro masculino no interior de São Paulo, campanha Folia Sim, Importunação Sexual Não da prefeitura do Rio de Janeiro, bloco Não é Não estreou em Goiânia, ônibus lilás vira abrigo contra assédio em São Paulo – e muito mais!

Como não ser um babaca no Carnaval, por Alcione Alves e Prefeitura de Recife

Ações Virtuais: Az Mina, Catraca Livre e Vamos juntas? lançam “Guia prático e didático da diferença entre paquera e assédio”, Avon se une a blocos femininos e lança campanha contra assédio

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3. CARNAVAL DA REPRESENTATIVIDADE

Ainda estamos longe de quebrar padrões no Carnaval, mas dois marcos nos chamaram atenção: além de alguns blocos em São Paulo e Rio contarem com espaço para mulheres gordas, o Rio Grande do Sul e Florianópolis tiveram, pela primeira vez, uma ala de mulheres plus size. Além disso, Corumbá no Mato Grosso do Sul [que também teve ala para as mulheres gordas], teve uma rainha grávida e uma transexual a frente da bateria.

Arianna Urquiza e Fafá

 

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4. PRIMEIRO CARRO ALEGÓRICO EMPURRADO SÓ POR MULHERES

Na madrugada de terça-feira, a Mangueira [que arrasou na Sapucaí com sua temática crítica e necessária] marcou a história sendo a primeira escola de samba com carro alegórico empurrado só por mulheres – o grupo foi formado por 19 mulheres de diferentes estilos e idades.

Foto: Fernanda Rouvenat – Fonte: G1

Nós, o HuffPost e o Hypeness concordamos que Carnaval também é época de empoderamento e posicionamento. E que os próximos anos sejam ainda melhores, que sejamos maiores. Se você gosta, busque, apoie e participe de blocos femininos – o Hypeness e AzMina listaram vários por todo o Brasil.

VAMOS juntas pelas ruas, pela cultura popular!

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